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PERDIDOS……..

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Como vocês já perceberam gosto de viajar também, por isso, muita coisa acontece em viagens, e também há muita coisa que fico sabendo de amigos viajantes.

Dirigir é uma conduta para mim muito interessante, gosto de observar a estrada, os locais em que passo, e até as pessoas. Como muitos, não gosto que me digam por onde ir, onde parar o carro, ou seja, quem está dirigindo sabe o que está fazendo.

Também não gosto, é lógico, de dirigir quando o trânsito está péssimo, como acontece aqui em São Paulo.

Dirigir em locais conhecidos é bem mais fácil do que dirigir em locais que não se conhece, é mais difícil ainda no exterior, o que é causa de se perder com grande facilidade.

Nem pense em GPS, nos causos em que vou contar.

Na semana passada me lembraram de dois episódios em que os motoristas se perderam em suas empreitadas.

Um jovem casal, a primeira vez que viajavam sozinhos, felizes com a novidade, se dirigiam com destino a Caxambu, em Minas Gerais, em pleno carnaval. Lógico, eles queriam sossego, fugir da folia, ou sei lá, queriam fazer uma grande folia.

Foram pela Via D. Pedro, saindo da Carvalho Pinto com destino até Campinas, onde deveriam contornar para a direita e seguirem o destino de Minas Gerais, mas talvez pela novidade, não se atentaram e seguiram para a esquerda..

Depois de muito tempo telefonaram aos pais dos dois, que estavam juntos, e afirmaram que já estavam no final do dia e não viam nenhuma placa indicando Caxambu. Conversa vai, conversa vem, algumas quedas na ligação, eles informaram que estavam diante de uma placa que indicava Ribeirão Preto, ou seja, estavam do outro lado do Estado.

Os pais preocupados disseram que deveriam retornar pelo mesmo caminho até chegarem a Campinas e a partir daí tomarem o rumo certo.

Mas estavam bem longe. Por volta de meia noite, o jovem casal, hoje já estão beirando os 30, telefonaram novamente e contaram. “Olha, estamos cansados, paramos e perguntamos a um policial rodoviário como deveríamos fazer para chegar em Caxambu, e o policial perguntou se queríamos continuar viajando, e respondemos que sim”. O policial disse é “muito longe, vocês estão f..”. É melhor dormir e continuar a amanhã.

Neste contexto o pai da jovem, eles ainda não eram casados, mandou dizer ao telefone, que parassem no primeiro motel que encontrassem e dormissem para continuar no outro dia. “Parem no motel que eu pago a conta.”, disse o pai. Passados alguns momentos o pai exclamou: “Quando eu iria imaginar que ia mandar minha filha parar no motel com o namorado e ainda  pagar a conta!”

Quando me contaram esta história, o agora marido, disse que, “na verdade quando chegamos em Campinas, eu lembro de ter visto placa indicando Minas Gerais para a direita, mas naquele momento não era eu quem dirigia, por isso, não disse nada”.

É, às vezes é bom o acompanhante dar palpite ao motorista.

A outra situação aconteceu em Brugge na Bélgica. O casal vinha de carro de Amesterdã, Holanda, e entraram nesta cidade que é conhecida como a Veneza de lá, em razão dos belos canais e dos passeios possíveis.

Entraram na cidade, com ruas bem estreitas, e não depois de muito tempo, encontraram um hotel. Tiveram a informação de que o veículo deveria ser estacionado em um parking público. Bastava se dirigir até o final da rua, convergir à esquerda e logo depois de uma bifurcação, lá estaria o estacionamento, público e pago.

A mulher ficou na recepção do hotel, com as malas, enquanto o marido foi estacionar o carro, no entanto, na bifurcação, o que poderia acontecer aconteceu. Pegou o lado errado, virou à direita.

Continuou dirigindo, mas não encontrava estacionamento e nem pessoas para perguntar.

Quando encontrou um casal, com um mapa nas mãos, fez suas perguntas e obteve as respostas, mas a cada rua estreita, cada pequeno cruzamento, o motorista ficava  mais perdido.

Parou em uma praça e encontrou uma francesa com uma criança. A mesma situação, cada vez mais se perdendo.

Já  decorrido quase uma hora a mulher estava aflita no hotel.

Contando sua preocupação na recepção lhe disseram para ligar para o celular do marido, ela respondeu que ele estava sem e, disse mais, ela também não portava um.

Era aquela época em que os celulares do Brasil não funcionavam no exterior. Imaginem o que as pessoas que trabalhavam no hotel pensaram. Sem celular?

O marido na sua perdição acabou por se aproximar do terminal de trens, quando teve a brilhante idéia.

Entrou no estacionamento do terminal e parou o carro. Tomou um táxi e retornou ao hotel, chegando lá pouco mais de uma hora da saída.

Que alivio! Tudo deu certo.

Neste momento que estou escrevendo me lembro de outra situação, que não se trata de estar perdido, mas que é bom contar.

Dois casais chegaram a Paris à noite, vindo de Versalles. O marido que dirigia para evitar que se perdessem, resolveu parar para pedir informação, coisa que homem não gosta de fazer, mas fez.

Era outubro, a temperatura estava ótima, e surgiu um casal fazendo corrida, com as roupas apropriadas e mostrando boa disposição.

O meu amigo aproximou-se do casal e perguntou a direção para a Tour Eiffel, porque de lá ele saberia continuar, mas o casal não parou de correr, então o perguntador começou a correr ao lado do casal e continuaram a conversa, até que a direção lhe foi dada.

Os que estavam no interior do carro não paravam de rir, pois de um momento para outro viram o amigo simplesmente correndo junto com um casal de desconhecidos.

É isso aí! Agradeço aos caros leitores e de modo especial àqueles que enviam seus comentários. São muito úteis e reforçam o desejo de continuar escrevendo.

Boa quinzena a todos.

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