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HOJE UM CASO SÉRIO

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Caso e causo penso que tem sutil diferença. Caso se trata de um acontecimento, de um fato, um sucesso, uma ocorrência, enquanto que causo, embora também se trate de um acontecimento, tem uma pitada de conto, de história, no qual o contador agrega alguns detalhes fantasiosos para tornar mais divertida, um tanto duvidosa, a história que vai contar.

Minha proposta é transformar os casos em causos e assim possibilitar aos leitores conhecer casos verdadeiros, mas com a pitada que incluo, com o único objetivo de permitir uma leitura descompromissada.

Mas, no Brasil surgem casos que são sérios demais. Não dá para transformá-los em causos, mas também não dá para deixar de lado. Fingir que não estão acontecendo.

Fazer concorrência em segredo como se pretende, a fim de estarmos preparados para realizar a Copa do Mundo é um caso que não dá para acreditar, mas, a intenção é verdadeira, basta ler os jornais.

Manter Cesare Batista no Brasil é um caso que não dá para ser causo, mas é serio e não podemos nos enganar.

Viva o país da impunidade!

Algumas semanas atrás soube, por um canal de televisão, sobre a proposta de um Senador, penso que do Rio de Janeiro, que para mim nada serve. Se fosse séria a proposta seria outra, como acontece nos Estados Unidos da América e na Europa.

Mostrava a matéria jornalística, a compra, por um consumidor, de temperos para comida, e que o preço pago era de centavos ou poucos reais. Entretanto, o valor do quilo, segundo a matéria era muito alto.

Na verdade o consumidor estava sendo enganado, porque pagava pouco diante da compra de gramas, mas se fosse de um quilo, o valor seria alto.

Será que se usa um quilo de tempero para fazer comida? Não sei! Só o Chef Fabio Watanabe, que estará no concurso Asteca 2011 representando o Brasil, pode me responder.

A fim de evitar que o consumidor seja enganado a proposta do Senador é que nas embalagens não conste apenas o preço a ser pago (os centavos ou os poucos Reais), mas sim o valor do quilo também.

Mas já não é assim com queijo, presunto, salames etc.?

Penso que seria de maior interesse público uma proposta séria, na qual, todos os produtos vendidos, sem exceção, mostrassem na etiqueta o preço quanto o consumidor paga, detalhadamente, incluindo os impostos ao governo.

Qualquer compra nos Estados Unidos da América, por menor valor que seja, apresenta na nota o valor do imposto e o percentual. Isto é transparência, o consumidor não é enganado, pensando que o valor que paga é todo do comerciante ou do fabricante.

Na Europa, lembro-me de ter visto em Lisboa, uma etiqueta em uma concessionária de veículos, que indicava o valor do carro, o valor do imposto, e por fim o valor final a ser pago pelo comprador.

Segundo J.R.Guzzo na Revista Veja de 08 de junho deste ano, p.174, a população brasileira vai pagar perto de 1,5 trilhão de reais em impostos até o fim do ano, desse modo, nada mais justo informar a cada consumidor quanto ele paga de impostos.

Uma proposta desta, ou outra em sentindo semelhante, seria sim de utilidade pública e de respeito à população brasileira, que trabalha quase cinco meses, salvo engano de minha parte, somente para pagar os impostos.

Quanto tem de imposto no preço da gasolina, do álcool ou do diesel? Como é distribuído este imposto?

E os alimentos da cesta básica? Quanto tem de imposto?

Muito boa uma nova propaganda em que quando alguém compra alguma coisa, uma pessoa tira uma parte da coisa, como sendo o percentual do imposto.

Pudera o governo e os legisladores sensibilizarem-se com tal propaganda e, além de rever a carga tributária, dar conhecimento a todos de quanto pagamos para sustentar o gastos governamentais.

Então, hoje o caso é sério. Boa quinzena!

Email: jeferson@miriampetrone.com.br

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