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Você conhece Japaratuba?

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Ainda não?
Então venha visitar a cidade e conhecer as riquezas culturais dessa festiva cidade: A Festa das Cabacinhas e o Festival de Artes Arthur Bispo do Rosário

Quem visita o município de Japaratuba, distante 54 quilômetros da capital sergipana, no início de janeiro, é recebido pelos moradores com rajadas de uma conhecida bolinha recheada com água: A cabacinha. O artefato produzido a base de parafina se tornou o principal elemento da festa profana de Santos Reis e São Benedito, realizada anualmente por estimular uma gostosa e refrescante brincadeira entre os foliões.

Mas, apesar do festejo acontecer durante a estação mais quente do ano, o verão, e a cabacinha ter um teor altamente refrescante, sua introdução no evento se deu com outra finalidade. A antiga ‘bolinha de cheiro’ foi inserida para aguçar o instinto da paquera entre os participantes. Segundo historiadores, as pessoas colocavam água perfumada dentro da bola de parafina e arremessavam nas outras com a intenção de agradar, chamar a atenção. A cabacinha era usada para atrair. Em Aracaju, por exemplo, a bolinha chegou a ficar conhecida como “limão de cheiro”.

Com o passar do tempo, a utilização da Cabacinha no festejo perdeu sua essência. No entanto, apesar da mudança, o artefato continua sendo um dos principais atrativos da festa, tornando-se, inclusive, fonte de renda para milhares de famílias que passaram a fabricá-las. De acordo com informações das próprias ‘cabacinheiras’, são produzidas para os três dias de festa, por cada artesã, cerca de quatro mil cabacinhas.

Além das famosas bolinhas de parafina, as grandes atrações, contratadas para o evento, também colaboram para que a festa de Santos Reis seja atualmente, considerada como um dos maiores festejos interioranos do Estado de Sergipe. Para cada noite de festa, o município de Japaratuba costuma receber aproximadamente dez mil pessoas que vão à cidade para curtir shows de bandas de renome nacional. Assim como na programação noturna, durante o dia, milhares de pessoas também são atraídas à Japaratuba, para ‘guerrear’ com as cabacinhas e desfrutar dos arrastões com trio elétrico, que percorrem as principais vias do município.

Festival de Artes Arthur Bispo do Rosário – Em sua XIII Edição

Considerado louco por alguns e gênio por outros, Arthur Bispo do Rosário foi um dos maiores artistas plásticos brasileiros. Nascido na pequena cidade de Japaratuba, localizada no norte do Estado de Sergipe, em 14 de maio de 1909, o descendente de escravos africanos saiu de seu local de origem para ser marinheiro no Rio de Janeiro, e inconscientemente exalar pelo mundo sua arte, produzida no auge de sua loucura, com lixos e sucatas.

O que Bispo do Rosário não poderia imaginar é que, muitos anos depois de sua morte, a terra que ele deixou para trás o homenagearia com a criação de um Festival, em que a cultura e a arte seriam os principais destaques. Após se tornar conhecida como celeiro da cultura sergipana, por possuir e preservar uma grande diversidade de grupos folclóricos, pára-folclóricos e culturais, a cidade de Japaratuba, administrada pelo então prefeito Gerard Luthaire Jules Olivier, popularmente conhecido como padre Geraldo, criou no ano de 2001, em homenagem ao maior artista da terra, o Festival de Artes Arthur Bispo do Rosário.

O festejo foi oficializado neste ano por um simples motivo: após muitas lutas e embates, o prefeito padre Geraldo conseguiu devolver à Japaratuba, os restos mortais do artista, que se encontravam enterrados no Rio de Janeiro, onde faleceu.

Hoje, em sua 13ª edição, o evento que se tornou uma das maiores manifestações do gênero, realizado no Vale do Continguiba, reuniu em uma semana de festival, diversas apresentações culturais, levadas à cidade por meio de grupos teatrais, de dança, música, grupos folclóricos e pára-folclóricos.

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