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OUTROS CAUSOS DE JUIZES

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Há alguns meses atrás estive em um município localizado na Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema, portanto distante mais de 400 km da capital paulista, para proferir uma palestra sobre infância e juventude.

Fui muito bem recebido por um dos juízes da Comarca, que vou identificar como Dr. Bal. Conversa vai, conversa vem, soube que ele é da região, mas sua mulher é do Vale do Paraíba, ou seja, os dois caipiras como eu, da grande Taubaté.

Na conversa de caipiras Dr. Bal me contou alguns causos de juízes, que segundo ele são todos verdadeiros, pois alguns ele presenciou e outros soube por fontes confiáveis.

Vamos aos causos.

Instalada a audiência, presentes o juiz, o advogado, a escrevente e o réu.

De início diz o juiz ao réu: “ O senhor é o pai. Não há dúvida, o exame do DNA está encartado nos autos, não há como negar. Portanto, é só o senhor dizer quanto vai pagar de alimentos. É simples.”

O réu com um olhar surpreso nada entendeu.

Neste momento o advogado disse: “Excelência”. Respondeu a Excelência: “Doutor, deixe o réu dizer quanto vai pagar de pensão.” Insistiu o advogado e a Excelência disse: “Está com a palavra Doutor”. Ação é de indenização por colisão de veículos e não investigação de paternidade.

Disse o juiz: “Eh escrevente, trocou o processo heim…”

Em outra ação, também no início o juiz, lendo a autuação, assim se pronunciou para as partes:

“ E a olaria? Tudo bem? Está funcionando, está apresentando algum problema ou encerrou as atividades?”

De imediato o advogado pediu e teve a concessão da palavra e disse ao juiz: “ Doutor, o senhor se equivocou não é olaria é Dona Olária, a senhora que está aqui e é autora da ação”.

Corado o juiz, pediu desculpa a senhora de mais de 80 anos e ela disse: “Não se preocupe juiz, já estou acostumada”. “Desde criança as pessoas caçoam de mim”. “Calma lá Dona Olária, eu não estou caçoando”.

Ouvindo uma testemunha o juiz perguntou se ela conhecia determinada pessoa.

Respondeu a testemunha: “Conheço mais ou menos”.

Disse o juiz: “Como conhece mais ou menos!”. “Conhece de vista?”.

Completa a testemunha: “ Não dotor, eu não enxergo direito”.

Para finalizar um causo envolvendo várias pessoas.

Realizava-se um grande evento, com várias audiência, em uma casa de acolhimento de menores. Juiz presente, Promotor de Justiça, Advogados, Psicólogas, Assistentes Sociais, Escreventes, e pessoas envolvidas.

Iniciada uma audiência chega um menor de 10/11 anos e sem qualquer preocupação interrompe a audiência e pergunta: “Você é o juiz?”. Responde o magistrado: “Sou sim”. Devolve o menino: “Não tem cara não!”.

Olhou para o lado e perguntou: “Você é o promotor?”. Respondeu o promotor de justiça: “ Sim, sou”. “Parece o juiz, tem cara de bravo”, retrucou o garoto.

“Deixa eu ver seu celular”. Disse o menino ao Promotor de Justiça.

Entregue o aparelho, o menino rapidamente saiu correndo tentando fugir do local levando o novo celular. Esbarrava nas pessoas, derrubava cadeiras, e acabou sendo seguro.

A confusão foi armada e as audiências suspensas.

Bom, estes são os causos contados pelo meu amigo Dr. Bal, que são todos verdadeiros, e foram situações engraçadas quando aconteceram.

Abraço a todos.

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