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Mato Grosso – Um passeio pelas Tribos locais e suas belas paisagens

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Um mergulho na cultura étnica dos índios de Mato Grosso


Conhecer o Mato Grosso foi um privilégio muito grande para nós da MP Acontece. A convite da SEDEC – Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Mato Grosso experimentamos a vivencia com os índios das tribos Wazare, Quatro Cachoeiras e Utiariti, os passeios pelas trilhas e cachoeiras, Chapada dos Guimarães com cavernas e grutas.

Nossa aventura começa com a saída de Cuiabá a Campo Novo do Parecís, distante 390,1 Km. Estrada bem conservada e com uma paisagem exuberante de muito verde.

Aldeia Wazare












A chegada à Aldeia Wazare é espetacular, principalmente para quem nunca teve contato direto com índios e sua cultura. Tudo era novo, um mundo a descobrir e explorar. Ela está localizada às margens do Rio Verde.

Fomos recepcionados com um ritual, uma passarela onde os convidados, nós, passávamos e éramos cumprimentados pelos integrantes da aldeia.

O Cacique Rony Azoinace, um jovem com ideias inovadoras, comanda a mais nova de todas as tribos visitadas. Centrado em proporcionar a sua gente condições melhores, vê no etnoturismo a oportunidade do desenvolvimento econômico da comunidade.


Em seu discurso para os visitantes afirma: “… o trabalho que vem sendo realizado era como um sonho, mas hoje vejo tornando realidade para nossa comunidade indígena. Com ele poderemos trabalhar a cultura indígena e ainda preservar a natureza e também a questão social de nossa comunidade. Vem trazendo para nós uma alternativa de renda de forma sustentável e a valorização e divulgação de nossa cultura.”

É indescritível a convivência com os índios. Nesta vivência conhecemos a casa onde dormem, cozinham. Suas casas que são chamadas de Hati são construídas com entrada para o leste onde o sol nasce e saída para o oeste onde o sol se põe, e as portas são baixas propositalmente para que se curve ao entrar na casa, como um pedido de permissão e licença para entrar, e da mesma forma a saída pela honra por ter sido recebido pelos proprietários.


Na cultura indígena, os mortos devem ser enterrados no meio da casa para que esta pessoa proteja seus familiares, e ao invés do medo, eles têm orgulho que seus ancestrais “fiquem próximos para proteção”.

Conhecemos os costumes, os rituais, os esportes, e até soubemos que a maioria dos jovens índios são incentivados a irem para a cidade cursarem uma universidade. Isto desde o Ensino Médio, quando vão para a cidade receberem a educação e ficam por lá a semana toda, voltando apenas nos finais de semana. O próprio Cacique Rony é formado e com pós-graduação.

Talvez isto seja um divisor, pois são incentivados a procurar médicos, e principalmente na gravidez, onde o acompanhamento pré-natal é necessário.

As fotos falam por si.  A recepção, o churrasco com mandioca e refrigerantes, o passeio de barco, a visita dentro das casas, tudo isto nos ajudou a compreender um pouco desta cultura e admirar o que um jovem cacique está proporcionando a sua gente, seu povo.

Na Aldeia Wazare tudo é limpo, banheiros asseados, tem até internet wi-fi, são um povo receptivo.

Como vimos muitas garotas e garotos jovens nos foi explicado que hoje nesta aldeia não incentivam mais casamentos muito cedo, mas se quiserem não são contra. A anticoncepção também é usada por lá, como forma de deixar o casal à vontade para decidirem quando e como serão pais.

Esta é uma tribo moderna com a abertura que um grande líder está oferecendo a sua comunidade. Mas, nem todas as tribos são modernas.

A experiência de conhecer de perto estas tribos nos mostra que, mesmo sendo parte total de uma minoria, eles preservam suas origens e costumes.

Aldeia Quatro Cachoeiras

A próxima Aldeia visitada foi a Quatro Cachoeiras localizada dentro da área indígena Utiariti, recebeu esse nome devido às quatro quedas d’água formadas pelo Rio Sacre.

Comandada pelo Cacique Narciso Kazoizax, um dos caciques mais tradicionais do Povo Paresi-Halit.  Esta aldeia é a anfitriã do Festival da Cultura e dos jogos indígenas dos Parecis.

A mesma etnia, mas com grande diferença uma da outra. Receptiva, mas os costumes ainda muito preservados. Jovens índias de 13-14 anos já com filhos. O próprio Cacique Narciso com mais de 10 filhos, enquanto que o Cacique Rony tem 2 filhos apenas.

Assistimos a uma dança de ritual e foi nos oferecido uma bebida feita de mandioca, uma espécie de cachaça, um pouco mais leve que parece um suco, mas que tem teor alcoólico. Todos bebem inclusive as crianças.

A vivência com esta tribo é mais superficial, pois eles são mais distantes e receosos. A esposa do Cacique Narciso nos conta que a anticoncepção ainda é feita de maneira a preservar os costumes da tribo, e que, o acompanhamento pré-natal fica a cargo dos pais quererem ou não.

A jovem índia da foto tem 13 anos e é mãe deste lindo indiozinho que estranhou a todos, mas com o tempo se acostumou e preferiu nossos colos.

A trilha percorridos por nós nos mostra lugares lindos. A familiaridade com que índios com menos de 5 anos mergulham nestas cachoeiras é impressionante.

O que chama mais a atenção dos visitantes é a luta pela preservação da cultura e da espécie, a valorização dos trajes, da língua. Enquanto a Wazare é moderna aqui ainda se confunde entre ser moderno e preservar os costumes. Eles ainda não conhecem o meio termo encontrado pelo Cacique Rony.

Outra aventura nos espera a ultima Aldeia a visitar, a Aldeia Utiariti.

Todas as tribos visitadas têm suas peculiaridades e atrativos. A principal atração fica por conta da Cachoeira Utiariti com uma queda de 98mt onde se pratica Rapel.

A nossa “cobaia” para esta aventura foi a Rebecca Petrone que comentou no final: “medo… não faria de novo… a sensação é deliciosa, mas apenas uma vez para experimentar já foi o suficiente.”


Para contemplar a vista de frente do Salto Utiariti temos de passar por uma trilha, mas garanto que vale a pena, a paisagem cinematográfica com direito a arco-íris é um verdadeiro colírio aos olhos.


Flutuação, Chapada dos Guimarães e Cavernas

Chegamos a Nobres, na vila de Bom Jardim, nossa próxima parada, muito tarde da noite.

Ao amanhecer após o café rumamos para o Rio Triste para flutuação. A natureza neste lugar te dá a sensação que estamos sozinhos e que Deus fez aquele momento único somente pra você.

A estrutura do local é muito boa, somos orientados a não passar protetor solar e nem repelente para preservação da água. Durante a flutuação com snorkel não podemos encostar o pé no chão para não levantar poeira e nem ter perigo de pisar em Arraia que geralmente é visível no local. Avistamos diversas espécies de peixes coloridos, pintados e até uma Arraia.

Nosso outro destino em Nobres foi o SESC que tem localizado em sua propriedade a Cachoeira da Serra Azul, outro lugar paradisíaco. Agua cristalina, peixes que nadam com você. Um aviso: para chegar até lá tem de “enfrentar” a subida de 400 degraus. A descida é mais “suave” através de uma Tirolesa.

Nosso pernoite foi na Chapada dos Guimarães. Bem cedo já estávamos a caminho do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães com Cachoeiras, grutas, cavernas, morros e mirantes naturais que proporcionam vistas incríveis em meio a cânions de arenito com até 350 metros de altura. Avistamos de um mirante a famosa Cascata Véu da Noiva e trilhamos alguns caminhos para chegar à Cascata da Andorinha.

Após o almoço mais aventura nos aguardava. Fomos conhecer as cavernas Aroe Jare e Lagoa Azul, no caminho uma pedra enorme conhecida como a pedra do Equilíbrio. Se já havíamos nos extasiados com todos os locais visitados, este último, sem duvida alguma deixaria em nossas lembranças paisagens só vistas em filmes. As cavernas que pareciam nunca terem sido tocadas por humanos, águas cristalinas, paredes esculpidas. Fantasticamente deslumbrantes. Para a visitação tivemos de usar “perneiras” uma espécie de polaina para proteger contra picadas de cobras. No caminho às cavernas ouvimos bem próximo o guiso de cascavéis, o que nos amedrontou um pouco.

Ao voltar a Cuiabá participamos da Feira Internacional de Turismo do Pantanal, acontecida no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.

Fomos convidados a conhecer o Malai Manso Resort, um grande empreendimento de luxo com esportes náuticos, pesca num lago de 50km construído artificialmente da represa construída em 2011. É composto por mais de 600 leitos, com paisagem dos paredões da Chapada dos Guimarães, campo de golfe de nove buracos, sala de jogos, quadras de tênis, quadras poliesportivas, aeródromos, diversos restaurantes com gastronomia nacional e internacional.

O empreendimento luxuoso tem três sócios entre eles um senador. Jair Serratel Nogueira, um dos sócios, ele já possuía a fazenda Morro do Chapéu com 42 mil hectares de terras há mais de quarenta anos, porém, foi em 2011 que começou com o turismo rural e a Marina que aproveitou com a represa, hoje Lago Manso.  Um empreendimento ousado e que agrega valores para Cuiabá.

Quando voltamos ao ambiente natural a que estamos acostumados, após o convívio com outras culturas é natural que nos pegamos pensando sobre tudo que tivemos o prazer de conhecer e aprender. Este questionamento nos torna seres humanos melhores. O pouco ou muito que temos depende do ponto de vista com que olhamos nossa condição.

A MP ACONTECE agradece ao Secretário Adjunto de Turismo de Mato Grosso, Luís Carlos Nigro, Dlaila Borges, Simone Lara, Vanderlei César, Geraldo Lúcio, João Ricardo Bispo, aos Caciques Rony e Narciso, e todas as Aldeias que nos recepcionaram, também a organização do roteiro, feira e secretaria de turismo.

Nossos agradecimentos aos hotéis e parceiros do evento:

Mato Grosso Palace – Cuiabá – www.hotelmt.com.br

Hotel Oriente – C.N. de Parecis – www.facebook.com/orientehotelcnp

Pousada Bom Jardim – Bom Jardim – www.pousadabomjardim.com

Pousada Penhasco-Chapada – www.penhasco.com.br/novo

Pousada Bosque da Neblina – Chapada dos Guimarães – (65) 9958-9750

Malai Manso Resort – Cuiabá – www.malaimansoresort.com.br

Restaurante Pomodori Trattoria – www.pomodorichapada.com.br

Restaurante Dom Augusto – CNP – (65) 3382-3938

Peixaria Okada – www.peixariaokada.com.br

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