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Brasil não é um país para principiantes nem para empresários e profissionais prepotentes

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A presidente Dilma tem o mérito de ter transmitido para o mundo uma reflexão já celebre: Brasil não é um país para principiantes. Neste artigo e depois de vários anos lutando para realizar negócios entre a Europa e o Brasil, devo incluir uma segunda fase na reflexão: “Brasil também não é um pais para gente prepotente”.

Tenho tido ocasião de assistir, com certa dose de tristeza, o grande número de fracassos de empresas; especialmente de porte pequeno e mediano, que chegam ao Brasil, pensando que, por dispor de algum recurso econômico, triunfarão impondo seus conceitos, credos, costumes e certa dose de prepotência…

Nos últimos anos tenho acompanhado empresas e empresários de origem europeia, fundamentalmente portugueses e espanhóis, que querem aproveitar o ciclo favorável da economia brasileira, e viabilizar a realização de transações comerciais e em alguns casos, estabelecer uma base de negócios no Brasil.

De uma maneira geral; apesar de reconhecer que nos últimos anos existe uma tendência de revisão deste nefasto comportamento, durante minhas primeiras viagens de negócios, constatava, até certo ponto perplexo, a atitude e comportamento de alguns empresários e de algumas empresas que denotavam a pouca sensibilidade de estar num país que já é a sexta maior potencia econômica do mundo.

Tive ocasião de acompanhar o rotundo fracasso de uma parte significativa destes empresários, a ponto de que, atualmente, gosto de propor a meus interlocutores uma reflexão: “Detalha-me o número de transações comerciais realizadas no Brasil defendendo seus conceitos empresariais trazidos como simples bagagem de viagem que teremos condições de aquilatar seu real conhecimento do país”.

A primeira sugestão que ofereço para profissionais e empresas que estejam viabilizando o inicio de operações no Brasil é de respeitar as regras do jogo; o elevado grau de maturidade do empresariado brasileiro, a predisposição ao dialogo que em geral se encontra na classe empresarial brasileira…

Posteriormente, considero importante estudar a possibilidade de realizar parcerias comerciais com empresários e empresas nativas. O permanente intercâmbio de culturas sempre redunda em beneficio para as partes que se associam para a realização de um negócio.

Portanto, não tenham dúvidas que o Brasil não é um país para principiantes, como também não é uma nação que convive com facilidade com a prepotência, fale ela o idioma que fale…

Recentemente escrevi um artigo, considerado por muitos como ingênuo, explicando que quando chegamos à Espanha, no ano 1991, para iniciar nossa experiência de vida neste maravilhoso país, minha família e eu procuramos despojar-nos de nossos princípios e de nossas regras, estabelecendo uma relação harmônica com o país, sua realidade geopolítica e geoeconômica, sua historia, suas regras. Hoje, 22 anos depois, consideramos dispor de uma plena adaptação à cultura deste país, encontrando-me com força moral e com credibilidade para poder oferecer este testemunho.

Logicamente, em sentido contrário as mesmas regras devem ser observadas.

Os empresários e as empresas brasileiras começam a vislumbrar possibilidades de atuação fora das fronteiras do Brasil. Cumprir com estas simples regras pode ser o mapa que leve ao êxito e à realização pessoal e profissional.

Roberto Lacerda Oliva é economista e especializado em Logística e Transportes de mercadorias. Mora na Espanha desde o ano 1991, dispõe da dupla nacionalidade brasileira e espanhola e dirige a empresa PRESS LOG; www.presslog.com.br com presença no Brasil, Espanha e Portugal.

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