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O Brasil está avançando a passos de gigante – Segunda parte

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Depois do ultimo artigo que preparei para este interessante espaço, tinha a obrigação de seguir abordando este fascinante assunto, em função as ultimas medidas governamentais.

Recentemente fui convidado para proferir uma palestra sobre O DEFICIT LOGISTICO DO BRASIL e ao atualizar minha base de dados sobre o atraso que o país tem no campo da infraestrutura, posso afirmar que  nao poderia haver melhor noticia que a anunciada pela  presidente Dilma Rousseff, com uma previsao de aplicaçao de recursos de  R$ 133 bilhões e os empreendimentos previstos em rodovias e ferrovías, os quais  estão bem dimensionados ante o desafio de resgatar nossos graves problemas de neste terreno. O plano também contempla um sistema bem definido de parcerias entre o poder publico e privado e um excelente modelo de gerenciamento,  planejamento e operacionalização.

O pacote de concessões lançado pelo governo federal uma vez seja posto em marcha, representará  um passo importante para o desenvolvimento da infraestrutura do País.

Dado o grande atraso que temos neste campo, lógicamente o plano  ainda é insuficiente, porém, o importante é dar passos decisivos nesta direçao.

Segundo  cálculos do economista Cláudio Frischtak, da Inter.B Consultoria o Brasil precisaria investir R$ 2,5 trilhões adicionais nos próximos 25 anos para dobrar o nível de investimentos no setor, ou seja,  dos atuais 2% aplicar  4% do Produto Interno Bruto (PIB).

O pacote de investimentos no montante de  R$ 133 bilhões,  anunciado esta semana,  corresponde a  6% sobre tais gigantescas cifras; portanto, o país necessitaria  investimentos de R$ 100 bilhões a mais por ano, além dos R$ 85 bilhões de investimentos materializados em  2011.

Existe expectativa de que  os próximos anúncios de concessões em áreas como portos e aeroportos  sejam  mais ousados para que o plano se aproxime das necessidades de infraestrutura que o país carece. Entretanto, o plano é um passo decisivo para  romper a  situaçao de imobilismo na qual nos encontrábamos.

Estudo recente do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) calcula em R$ 985,4 bilhões a defasagem entre a infraestrutura de transporte do Brasil e a dos Estados Unidos. O que significa que, investindo R$ 100 bilhões por ano, o País levaria quase uma década para alcançar o padrão atual americano. Um problema destacado pelo especialista Paulo Fleury, diretor do Ilos, é a grande participação do modal rodoviário na infraestrutura de transporte nacional.

Desde a privatização da malha ferroviária, há 15 anos, a participação das ferrovias no transporte cresceu muito pouco, passando de 18% para 22% segundo cálculos do Ilos referendado pelo Banco Mundial. As rodovias representam 62%, a cabotagem, 15% e os dutos, em torno de 1%. “O passivo do Brasil em rodovias é muito elevado. Somente a adequação dessa malha consumiria grande parte dessa defasagem”, diz Fleury.

O gastos  em infraestrutura vêm caindo nas três últimas décadas. Entre 2001 e 2011, o Brasil investiu, em média,  2,15% do PIB no setor, somando R$ 595 bilhões. Desse total, 59% foram para o já privatizado setor de telecomunicações.

Os modais rodoviário e ferroviário receberam 26% – o que representa R$ 155,7 bilhões, mais do que os R$ 133 bilhões do pacote atual -, enquanto portos e aeroportos receberam 3,3%.

Quando fazemos uma recente retrospectiva sobre o nivel dos investimentos realizados,  observamos que na década encerrada em 2000, a fatia para infraestrutura chegou a 2,29%, um recuo ante os 3,62% entre 1981 e 1989. O auge de aportes ocorreu entre 1971 e 1980 – 5,42% do PIB -, antes da crise financeira e fiscal dos anos 80. Em resumo, há mais de 20 anos a taxa de investimento em infraestrutura oscila de 2% a 2,5% do PIB por ano.

Penso que o pacote anunciado poderá determinar um grande incentivo para o incremento das parcerias entre os poderes publico e privado, elemento básico para que o país possa recuperar o tempo perdido.

A analise desta situaçao evidencia também, de forma clara, que o aspecto da infraestrutura é uma questao de estado; nao pode ser encarada como uma questao de partidos políticos. A continuidade do processo agora iniciado, nas 2 proximas décadas, determinará o lugar que o país pretende alcançar em termos de competitividade no cenario mundia.

Roberto Lacerda Oliva é Consultor Comercial para as áreas de Logística e Transporte. Ocupou varias posições como dirigente dos principais grupos multinacionais do setor. Atualmente Roberto reside entre a Espanha e o Brasil e ocupa a posição de Diretor Geral da www.presslog.com.br empresa especializada em processos de comunicação e de assessoria em Fusões e Aquisições  para empresas dos setores de Logística e Transportes.

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