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Recife: onde o Nordeste acontece e as histórias viram notícia

Capital pernambucana receberá jornalistas de turismo de diferentes regiões do Brasil durante o 41º Congresso Nacional da ABRAJET, em novembro, mas a cidade tem muito mais a oferecer: história, cultura, gastronomia, mar e uma identidade que se revela em cada esquina.

Recife: onde o Nordeste acontece e as histórias viram notícia

Recife não é uma cidade que se conhece apenas olhando.

É preciso caminhar, ouvir, provar, atravessar suas pontes e perceber como passado e presente convivem em uma capital que nasceu voltada para o mar, mas construiu parte de sua identidade também às margens de seus rios.

Em novembro, jornalistas especializados em turismo de diferentes regiões brasileiras terão uma razão a mais para fazer exatamente isso.

De 15 a 18 de novembro, Recife será sede do 41º Congresso Nacional da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo — ABRAJET, encontro que deverá reunir cerca de 140 participantes entre jornalistas, dirigentes e acompanhantes.

Mas antes de falar do Congresso, vale falar da cidade que irá recebê-lo.

Uma cidade atravessada por histórias

Recife tem uma relação singular com suas águas.

O Capibaribe e o Beberibe, as pontes, os canais e o encontro com o Atlântico fazem parte não apenas da paisagem, mas da própria maneira como a cidade se desenvolveu.

No Recife Antigo, essa história continua caminhando ao lado do visitante.

O Marco Zero é um dos pontos mais conhecidos, mas basta seguir pelas ruas do bairro para encontrar diferentes capítulos da cultura pernambucana.

A Rua do Bom Jesus, o casario histórico, os espaços culturais e a proximidade com o porto ajudam a revelar uma cidade que não precisa escolher entre preservar sua memória e continuar se transformando.

Recife tem ritmo próprio

É difícil falar de Pernambuco sem falar de música.

E talvez seja ainda mais difícil falar de Recife sem lembrar do frevo.

Mais do que manifestação artística, o frevo faz parte da identidade pernambucana. Está na música, no corpo, nas sombrinhas coloridas e numa tradição que atravessa gerações.

O Paço do Frevo ajuda a contar essa história, enquanto outros espaços culturais ampliam a compreensão sobre Pernambuco e sua relação com o Nordeste.

Conhecer um destino também é compreender aquilo que seu povo decidiu preservar.

O Recife que chega à mesa

Há cidades que também se apresentam pelo sabor.

Recife é uma delas.

A gastronomia pernambucana carrega ingredientes, tradições e receitas que ajudam a contar sua formação cultural. Da tapioca ao bolo de rolo, da cartola aos frutos do mar, a mesa pode ser uma espécie de mapa afetivo do destino.

E existe algo especialmente interessante quando jornalistas de turismo se sentam à mesa de uma cidade.

Não estão apenas experimentando um prato.

Estão conhecendo histórias, produtores, cozinheiros, costumes e referências que depois poderão se transformar em novas pautas.

Boa Viagem será uma das portas de entrada

Durante o Congresso, Boa Viagem terá presença importante na experiência dos participantes.

O Park Hotel Recife e o Beach Class Convention by MAI, ambos localizados na região, são os hotéis parceiros anunciados para esta edição.

Para quem chega de outros estados, a localização permite um contato imediato com uma das imagens mais conhecidas de Recife: a extensa orla de Boa Viagem.

Mas o bairro não se resume à praia.

A praça, a Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, a tradicional feirinha, o comércio, a gastronomia e o cotidiano dos moradores ajudam a mostrar uma cidade viva para além de seus cartões-postais.

Quando o destino vira pauta

A programação anunciada para o 41º Congresso Nacional da ABRAJET combina atividades profissionais e institucionais com experiências pelo destino.

Estão previstas reunião do Conselho Nacional e da Diretoria Executiva, Assembleia Geral Ordinária, palestra técnica, encontros com representantes dos setores público e privado, além de visitas técnicas e city tour.

E é justamente aí que um congresso de jornalistas de turismo ganha outro significado.

Quem escreve sobre turismo precisa conhecer o destino.

Caminhar por ele. Conversar com sua gente. Experimentar sua gastronomia. Observar sua infraestrutura. Descobrir histórias que nem sempre aparecem nos materiais promocionais.

Uma visita pode gerar uma reportagem. Uma conversa pode revelar um personagem. Um prato pode levar à descoberta de uma tradição. Uma caminhada pode mudar completamente a percepção sobre um lugar.

Jornalistas que também são viajantes

A ABRAJET chega a Recife em um momento significativo de sua trajetória.

Fundada em 1957, a entidade se aproxima dos 70 anos, que serão celebrados em 2027. Hoje reúne profissionais especializados em turismo de diferentes regiões brasileiras.

Reunir esses jornalistas em um destino significa também multiplicar olhares.

Cada profissional chegará a Pernambuco carregando sua própria experiência e retornará para seu estado com histórias diferentes para contar.

Esse talvez seja um dos efeitos mais interessantes do jornalismo de turismo: o destino é o mesmo, mas nunca existe apenas uma maneira de enxergá-lo.

Recife antes, durante e depois do Congresso

De 15 a 18 de novembro, Recife será sede de reuniões, debates, encontros e atividades da ABRAJET.

Mas será também cenário.

E, para quem trabalha contando histórias de destinos, talvez essa seja a parte mais instigante.

Porque congresso termina.

As malas voltam para casa.

Mas as experiências vividas, as pessoas conhecidas e as histórias descobertas continuam viajando — transformadas em textos, fotografias, vídeos, programas de rádio, reportagens e novas maneiras de apresentar Pernambuco ao Brasil.

Durante alguns dias, jornalistas de diferentes regiões estarão olhando para Recife.

E Recife certamente terá muitas histórias para devolver a esses olhares.

Miriam Petrone
Instagram: @miriam.petrone1

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